Balança comercial registra recorde em dezembro, mas fecha 2025 com recuo no superávit

    No acumulado do ano passado, Brasil alcançou recordes históricos tanto em vendas quanto em compras externas

    Foto: Reprodução Agência Brasil

    A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2025 com um saldo positivo de US$ 68,293 bilhões, o terceiro melhor resultado da série histórica iniciada em 1989. Apesar do montante expressivo, houve uma queda de 7,9% em comparação ao superávit de 2024, quando o saldo foi de US$ 74,177 bilhões.

    Segundo os dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o encolhimento do saldo anual foi provocado pelo avanço das importações, que cresceram em ritmo superior ao das exportações, e pelo barateamento de importantes commodities no mercado internacional.

    O mês de dezembro, isoladamente, foi um ponto fora da curva ao registrar o melhor desempenho para o período em 36 anos. O superávit mensal atingiu US$ 9,633 bilhões, um salto de 107,8% em relação a dezembro de 2024. No último mês do ano, as exportações totalizaram US$ 31,038 bilhões, impulsionadas pelo forte volume de embarques de soja, café, milho e petróleo bruto.

    As importações também bateram recorde para o mês, somando US$ 21,405 bilhões, refletindo a continuidade da recuperação da atividade econômica interna e o aumento na compra de fertilizantes, combustíveis e medicamentos.

    Recordes históricos

    No acumulado de 2025, o Brasil alcançou recordes históricos tanto em vendas quanto em compras externas. As exportações somaram US$ 348,676 bilhões, uma alta de 3,5%, mesmo diante de desafios como o “tarifaço” imposto pelo governo dos Estados Unidos e a queda nos preços globais de petróleo e minério de ferro.

    Por outro lado, as importações subiram 6,7%, atingindo US$ 280,382 bilhões. O fluxo total de comércio (corrente de comércio) bateu a marca inédita de US$ 629,1 bilhões, demonstrando que a economia brasileira ampliou sua inserção internacional apesar das pressões externas.