Bancos digitais reagem após ataques da Febraban: ‘Querem confundir opinião pública’

    Federação Brasileira dos Bancos criticou taxa de juros cobrada pelos bancos digitais

    Foto: Divulgação

    Os ataques da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) aos bancos digitais — afirmando que essas instituições fingem não ser bancos, que teriam regras mais flexíveis e mesmo assim cobram juros de cartão como se fossem “bancões” — realizados ontem (20) não ficaram sem resposta das fintechs.

    A Zetta, associação criada por Nubank, Mercado Pago, Inter, ModalMais, Movile, Google, entre outros, que defende o interesse das fintechs, fez uma publicação em seu LinkedIn afirmando que é “uma pena que os bancos não queiram discutir tecnicamente a elevação das tarifas bancárias acima da inflação” e “fiquem querendo confundir a opinião pública.”

    A associação argumenta que as fintechs têm, na média, taxas de juros de cartões menores do que os “bancões”, pagam mais impostos, não possuem a prerrogativa de pegar dinheiro dos depósitos à vista e emprestar (ganhando dinheiro em cima da operação), possuem exigência maior de capital e, ainda assim, conseguem evitar a cobrança de tarifas de seus clientes.