BC enxerga ‘risco fiscal elevado’ em ata da última reunião do Copom

    Na semana passada, Comitê de Política Monetária elevou a Selic de 5,25% para 6,25% ao ano; trajetória contracionista deve continuar

    Foto: Reprodução/ABF

    A identificação de um ‘risco fiscal elevado’ motivou o Comitê de Política Monetária (Copom) a revisar na semana passada a taxa básica de juros Selic, que subiu de 5,25% para 6,25% ao ano. A conclusão consta de ata do encontro do Copom, divulgado nesta terça-feira (28) pela autoridade monetária. Este risco, conforme o BC, “segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária”.

    Os números indicam que o comitê deve manter a trajetória contracionista – juros maiores e crescimento mais restrito – nas próximas reuniões.Para decidir sobre a elevação, o comitê estabeleceu um cenário básico para a inflação, com as projeções em torno de 8,5% para 2021, 3,7% para 2022 e 3,2% para 2023.

    As projeções do Banco Central estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 8,25% ao ano em 2021 e para 8,50% ao ano em 2022, e reduz-se para 6,75% ao ano em 2023.

    O Copom enfatizou que os próximos passos da política monetária também dependerão da evolução da atividade econômica. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz o comitê, na ata.  Com informações da Agência Brasil