BC não tem ‘sentimento perverso’ de torcer contra o Brasil, afirma Galípolo

    Galípolo é o principal cotado para substituir Roberto Campos Neto no comando da autoridade monetária

    Foto: Felipe Rau/Estadão

    Durante o evento Conexão Empresarial, promovido pela VB Comunicação, em Belo Horizonte (MG), o diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (19) que “jamais” se sentiu pressionado pelo presidente Lula (PT) a tomar “qualquer tipo de atitude” por ter sido indicado pelo governo petista para o cargo.

    Galípolo é o principal cotado para substituir Roberto Campos Neto no comando da autoridade monetária. Ele foi indicado para a diretoria do BC em maio do ano passado, após atuar como “número 2” do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    “Jamais me senti pressionado a ter qualquer tipo de atitude a partir da minha indicação no BC, o presidente tem tido uma atitude republicana… Eu não sinto qualquer tipo de pressão, pelo contrário, todas as vezes é renovada a liberdade e autonomia”, disse o diretor do BC.

    O principal ponto de discordância apontado pelo mandatário é a interrupção do ciclo de cortes na taxa básica de juros da economia, a Selic, que está em 10,50% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorrerá em 17 e 18 de setembro.

    Galípolo destacou que o cenário para a decisão sobre a Selic é “ainda mais desconfortável” com as projeções do mercado apontando para uma inflação acima da meta e a possibilidade de juros mais altos. Ele afirmou que, até o próxima reunião, o colegiado deve obter o “o máximo de dados” para definir a Selic. Ele disse ainda que BC não tem ‘sentimento perverso’ de torcer contra o Brasil,