Bloqueio adicional de R$ 2,63 bi do Orçamento do governo deste ano atinge 11 ministérios

    A pasta havia anunciado o adicional de bloqueio no dia 22 de setembro

    Foto: Washington Costa/Ministério da Economia

    O Ministério da Economia informou, através da Lei de Acesso à Informação – a pedido do G1 – que o bloqueio adicional de R$ 2,63 bilhões do Orçamento do governo deste ano, atingiu 11 ministérios.

    A pasta havia anunciado o adicional de bloqueio no dia 22 de setembro, durante a divulgação do 4º relatório de receitas e despesas do orçamento de 2022.

    Geralmente, o detalhamento sai dias após a divulgação do bloqueio. Desta vez, apesar do decreto ter sido publicado em 30 de setembro, a pasta não divulgou os valores contingenciados por ministério.

    Normalmente com outros decretos, o detalhamento sai dias após a divulgação do bloqueio. No entanto, desta vez, apesar de o decreto ter sido publicado em 30 de setembro, o Ministério não divulgou os valores contingenciados por ministério.

    As informações contidas no documento da LAI, mostra que os ministérios do Desenvolvimento Regional, Saúde e Cidadania foram os mais impactados, com R$ 1,2 bilhão contingenciado.

    Confira os bloqueios adicionais:

    Ministério do Desenvolvimento Regional – R$ 1.228,9 bilhão

    Ministério da Saúde – R$ 718,4 milhões

    Ministério da Cidadania – R$ 384,3 milhões

    Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – R$ 196,2 milhões

    Ministério da Educação – R$ 51,3 milhões

    Ministério da Justiça e Segurança Pública – R$ 18,4 milhões

    Ministério do Turismo – R$ 14,5 milhões

    Ministério da Defesa – R$ 13,6 milhões

    Ministério do Meio Ambiente – R$ 6,6 milhões

    Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – R$ 2,3 milhões

    Ministério de Minas e Energia – R$ 0,1 milhão

    Em relação ao acumulado de 2022, o bloqueio total no orçamento está em R$ 10,5 bilhões.

    As medidas, que são previstas, ocorrem porque o governo precisa cumprir a regra do teto de gastos. Com o avanço das despesas obrigatórias, a União tem que cortar gastos “opcionais” para fechar a conta.

    Apesar de não obrigatórias, essas despesas também são importantes para a manutenção dos serviços públicos – incluem as contas de luz e água dos prédios oficiais e os contratos de serviços terceirizados.