Sob impacto da pandemia, país atinge o menor nível de ocupação em quase 30 anos

    Menos da metade da população em idade de trabalhar está ocupada; pretos, pardos e mulheres são os mais prejudicados

    Foto: José Cruz/Ag. Brasil

    A pandemia da Covid-19 aniquilou o mercado de trabalho brasileiro em 2020, a ponto de fazer o nível da ocupação —taxa que calcula a proporção de pessoas ocupadas dentro da população em idade de trabalhar— despencar e alcançar o menor patamar em 28 anos, de 46,8%.

    A informação é de reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

    Segundo a publicação, o nível de ocupação é o pior desde 1992, quando tem início a série histórica organizada pela IDados. A consultoria traçou uma linha do tempo retroagindo dados da atual Pnad Contínua, da antiga Pnad e também da extinta Pesquisa Mensal de Emprego, todas do IBGE.

    A compilação coube aos economistas Bruno Ottoni e Tiago Barreira, diz a Folha.

    Conforme Ottoni, fica bem claro que a pandemia teve uma influência na queda abrupta do índice, que caiu rapidamente nos últimos meses.

    “Uma das consequências da pandemia foi derrubar a população ocupada, pois perdemos muitos empregos no período”, disse o economista ao jornal.

    Em um ano, foram 12 milhões de postos de trabalho a menos, segundo dados mais recentes da Pnad, do trimestre encerrado em agosto. O dado contempla os mercados formal e informal, e considera tanto empregados quanto empregadores, além daqueles que atuam por conta própria.

    A pandemia da Covid-19 aniquilou o mercado de trabalho brasileiro em 2020, a ponto de fazer o nível da ocupação —taxa que calcula a proporção de pessoas ocupadas dentro da população em idade de trabalhar— despencar e alcançar o menor patamar em 28 anos, de 46,8%.

    A informação é de reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

    Segundo a publicação, o nível de ocupação é o pior desde 1992, quando tem início a série histórica organizada pela IDados. A consultoria traçou uma linha do tempo retroagindo dados da atual Pnad Contínua, da antiga Pnad e também da extinta Pesquisa Mensal de Emprego, todas do IBGE.

    A compilação coube aos economistas Bruno Ottoni e Tiago Barreira, diz a Folha.

    Conforme Ottoni, fica bem claro que a pandemia teve uma influência na queda abrupta do índice, que caiu rapidamente nos últimos meses.

    “Uma das consequências da pandemia foi derrubar a população ocupada, pois perdemos muitos empregos no período”, disse o economista ao jornal.

    Em um ano, foram 12 milhões de postos de trabalho a menos, segundo dados mais recentes da Pnad, do trimestre encerrado em agosto. O dado contempla os mercados formal e informal, e considera tanto empregados quanto empregadores, além daqueles que atuam por conta própria.