O Brasil registrou um consumo de 63.083 megawatts médios de energia elétrica no mês de julho, uma variação positiva de 2,6% em relação ao mesmo período de 2021, segundo informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), na última sexta-feira (19).
Na comparação anual, a demanda permanece em alta desde fevereiro, impulsionada especialmente por setores como serviços, bebidas e madeira, papel e celulose.
Segundo dados divulgados pela CCEE, a valorização é observada principalmente na indústria e grandes empresas, como shoppings e redes de varejo, que negociam o insumo no mercado livre. No mês, o ambiente consumiu 23.458 MW médios, variação de 7,1% maior na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já os outros 39.625 MW médios foram demandados pelo mercado regulado, que abastece residências e pequenas empresas. No segmento, houve leve alta de 0,3%, reflexo da elevação da temperatura em boa parte do país, exceto na região Nordeste.
A CCEE também indicou como teria se dado o comportamento dos indicadores desconsiderando a movimentação dessas cargas. “Nessa simulação, o mercado livre teria um avanço menor, de 4,2%, enquanto o regulado registraria um crescimento de 2,1%. Em outra hipótese, se não houvesse geração distribuída, ou seja, os painéis solares fotovoltaicos instalados em residências e empresas, que reduzem a demanda da rede, haveria uma alta de 2,5% no volume demandado pelo segmento regulado”.
Consumo por ramos de atividade econômica
Dentre os 15 ramos de atividade econômica monitorados pelo CCEE no mercado livre — desconsiderando as novas cargas que migraram nos últimos 12 meses — a maior alta foi registrado no segmento de madeira, papel e celulose, com 18,9%, seguido por bebidas, aos 13,9% e serviços (7,6%). Já do outro lado, foram registradas quedas estão os têxteis, de 4,1% e minerais não-metálicos, aos 1,5%.
Consumo regional
O levantamento indicou que quase todas as regiões do Brasil elevaram o consumo de energia elétrica, menos o Nordeste, o Amapá, o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul.

Exportação
O Brasil exportou 986 MW médios de energia elétrica para a Argentina e o Uruguai, segundo o CCEE. Pela contabilização do setor, a venda de excedentes para países vizinhos é registrada como um “consumo” no segmento de Serviços. Levando em consideração esse efeito, o volume consumido total do país teria avançado em 4,3% ante o mês de julho do ano passado e somente o ramo de atividade apresentaria uma alta de 94,2%.

