CEO do Nubank vê risco maior como oportunidade de expansão rápida

    David Vélez cita a inadimplência mais baixa entre os clientes da fintech e minimiza impacto da queda das ações

    Foto: reprodução/blog do Nubank

    O cenário atual da economia brasileira, com inflação e juros altos, deve elevar o risco em operações de crédito no país. E isso aumenta a oportunidade de crescimento mais rápido da carteira de clinetes, na avaliação do co-fundador e CEO do banco digital Nubank, David Vélez. A avaliação foi feita à Reuters.

    Segundo o executivo, a fintech – que registrava 48 milhões de clientes em setembro do ano passado – mantém uma taxa de inadimplência menor. Nos cartões de crédito, os atrasos acima de 90 dias atingem 3,3%, contra 4,8% da média do mercado.

    O Nubank conta ainda com um colchão de recursos de US$ 2,6 bilhões (R$ 13,67 bilhões), oriundos da IPO feita em dezembro. “Nós podemos ter a oportunidade de acelerar e ganhar mais mercado e deixar as taxas de juros baixas para tornar nossos produtos mais competitivos,” disse Vélez.

    O CEO nega que a desvalorização das ações dois meses após a oferta inicial – feita no Brasil e nos Estados Unidos – possa inibir a expansão do banco digital. “Já vínhamos falando aos investidores durante o IPO que esperassem volatilidade. O Brasil é volátil e a América Latina também”, afirmou.

    A expansão da carteira de crédito é vista por analistas como essencial para levar o Nubank a um patamar maior de rentabilidade. Cada cliente do Nubank gera uma receita de menos de R$ 200, segundo um relatório recente do Morgan Stanley, enquanto um correntista do Itaú gera cerca de R$ 1.200. Com informações da Exame.