Citi mira dobrar negócios de wealth em LatAm no médio prazo, diz head para região

    Antonio Gonzales afirmou potencial na gestão de patrimônio na região

    Foto: Bloomberg/Victor Moriyama

    O mercado de gestão de patrimônio para clientes da América Latina tem se tornado mais competitivo nos últimos anos com o aumento de investimentos principalmente de players locais. Mas isso não significa que bancos globais não estejam não só atentos às oportunidades como também tenham planos de expansão. Esse é o caso do Citigroup (C), que prevê dobrar a sua presença na região, de acordo com informações do portal Bloomberg Línea.

    “Temos que ser ambiciosos em nossas metas. Não acho nem um pouco exagerado se nós, em um horizonte de médio a longo prazo, dobrarmos o nosso negócio em LatAm”, disse Antonio Gonzales, Head do Citi Private Bank para a América Latina, em entrevista à Bloomberg Línea em passagem por São Paulo – ele tem como base a cidade de Nova York.

    São clientes ou famílias ultra high net worth, com patrimônio na casa de pelo menos US$ 25 milhões e que conseguem alocar US$ 10 milhões ou mais com o banco para a gestão desses recursos.

    “Na medida em que temos visto a geração de riqueza na região e avaliamos a nossa presença atual e o quanto podemos alavancar as outras linhas de negócio, é bem razoável falarmos em tais objetivos”, pontuou o executivo, com a ressalva de que o banco não divulga guidance nem abre os números para a área.

    O principal diferencial competitivo versus outros players, como os locais, em sua avaliação, é justamente o fato de o Citi ser um banco de alcance global.

    “Conseguimos atender o cliente latino-americano não só no escritório em Miami ou na região como em outras partes do mundo. Temos Booking Centers na Europa e na Ásia. Podemos atendê-lo onde quer que ele tenha preferência. Segundo ele, essa característica se faz cada vez mais valiosa no momento em que “as famílias são mais globais”.

    “Tem cliente em que os filhos decidem fazer a faculdade no exterior e depois acabam não mais voltando”, ressaltou.

    Gonzales afirmou, que bancos brasileiros, mexicanos e argentinos têm buscado ampliar a sua presença no exterior, em países como os Estados Unidos e regiões como a Europa.