CNA alerta que agronegócio pode ter crescimento menor em 2023

    Em coletiva nesta quarta, a confederação avalia que fatores internos e do exterior podem levar até a PIB do setor zero em 2023

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    Pressionado por fatores internos e pela perspectiva de queda no PIB internacional, o agronegócio brasileiro terá aumento de custos e lucro menor em 2023, na avaliação da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Em coletiva de balanço do ano promovida nesta quarta-feira (7), a entidade estima que o PIB do agronegócio terá avanço de no máximo 2,5% no próximo ano, mas pode chegar até mesmo a uma variação zero.

    Do lado doméstico, para a CNA, incertezas sobre a condução da política fiscal devem impactar os custos referentes aos tributos. A taxa Selic -atualmente na faixa de 13,75% -, deve se manter elevada. Já no cenário externo, as previsões de desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) mundial podem influenciar o comportamento das exportações brasileiras do agro no próximo ano. Há estimativas de queda em parceiros comerciais do Brasil, como China, Estados Unidos e União Europeia.

    Para o Valor Bruto da Produção, que mede o faturamento da atividade dentro da porteira, a tendência é de uma alta de 1,1% em relação a 2022. A estimativa para a safra de grãos 2022/2023 é de um aumento de 15,5% (ou 42 milhões de toneladas) em relação à safra 2021/2022, atingindo 313 milhões de toneladas.

    Já 2022 foi marcado, segundo a CNA, “por uma forte alta dos custos com insumos no setor agropecuário, principalmente pela elevação dos preços de defensivos e fertilizantes”. Esta será a principal razão para uma queda do PIB do agronegócio em 2022, que deve fechar em 4,11%. Também contribuíram para pressionar o PIB para baixo as reduções de produção em atividades importantes, como soja e cana-de-açúcar.