CNC reduz projeção de queda no varejo ampliado em 2020 para 4,2%

    Estimativa é baseada na PMC/IBGE; auxilio emergencial e isolamento social pesaram na avaliação mais otimista

    Foto: Arquivo/ Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

    O auxílio emergencial e uma menor adesão espontânea ao isolamento social são dois fatores que levaram a uma estimativa de queda menor no varejo ampliado deste ano. A avaliação foi feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) – que, com base nos dados da PMC/IBGE divulgada nesta quinta-feira (8) revisou de 5,7% para 4,2% a previsão de retração no volume das vendas no varejo ampliado em 2020.

    “O auxílio emergencial, principalmente, tem ajudado na recomposição dos rendimentos dos brasileiros, viabilizando a recuperação da capacidade de consumo da população, ainda influenciada pelo grave quadro do mercado de trabalho no País”, destaca o presidente da CNC, José Roberto Tadros. O varejo ampliado inclui o comércio de bens de uma forma geral mais setor automotivo e material de construção.

    De acordo com a PMC, o volume de vendas no varejo ampliado aumentou 4,6% em agosto, frente a julho, e 3,9%, na comparação com agosto do ano passado – o maior crescimento desde dezembro de 2019 (+4,1%). Os destaques entre os ramos de atividade foram as lojas de vestuário, calçados e acessórios (+30,5%) e artigos de uso pessoal e doméstico (+10,4%).