CNI defende recriação do Ministério da Indústria e Comércio; ‘Fundamental’

    Presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, avalia que país precisa crescer 4% ao ano para gerar "emprego, renda e qualidade de vida"

    Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
    Marcello Casal Jr/Agência Brasil
    Marcello Casal Jr/Agência Brasil

     

    A proposta de recriação do  Ministério da Indústria e Comércio, feita pelo gabinete de transição, foi defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em posicionamento público, a entidade considerou a medida como “fundamental para a reversão do processo de desindustrialização ocorrido no Brasil nas últimas décadas”.

    Para o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, uma vez recriado, o ministério precisa ser forte o suficiente para viabilizar a construção de política industrial moderna, alinhada com as melhores práticas internacionais. “O Ministério precisar ter uma estrutura boa e adequada, ligada ao presidente, com os recursos necessários para uma política industrial de longo prazo.”, afirma Robson Andrade.

    O executivo avalia que, a partir de 2024, o Brasil precisa crescer no mínimo 4% ao ano “para gerar emprego, renda e qualidade de vida para os brasileiros. E para isso, a indústria também precisa crescer 4%”.

    Para o presidente da CNI, uma política industrial moderna necessita de uma estrutura de governança robusta, que assegure a articulação institucional entre os vários órgãos públicos envolvidos em seu planejamento e na execução. Nesse sentido, além da volta do MDIC, a pasta deve ser reintegrada com  o BNDES e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX).