‘Colchão’ garante pagamento de vencimentos da dívida, afirma Tesouro

    Segundo coordenador de Operações da Dívida Pública, caixa federal fechará o ano com recursos para honrar débitos até abril

    Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    Apesar do crescimento da dívida pública federal em 2,47% em outubro – mês com maior emissão de títulos da série histórica, a Secretaria Tesouro Nacional assegurou nesta quarta-feira (25) que encerrará 2020 com mais recursos em caixa que o mínimo necessário para cobrir pelo menos três meses de vencimentos da Dívida Pública Federal (DPF). Este colchão garante aos investidores que o Tesouro não dará calote em caso de uma crise que inviabilize a emissão de novos títulos.

    Segundo o órgão federal o caixa fechará 2020 em níveis prudenciais que garantem o pagamento do vencimento da dívida até abril. Nos quatro primeiros meses do próximo ano, o Tesouro tem de pagar cerca de R$ 600 bilhões em vencimentos aos investidores.

    Na avaliação do Tesouro, as condições do mercado melhoraram em novembro, à medida que os resultados das eleições norte-americanas ficaram mais claros e com a divulgação das primeiras pesquisas de eficácia das vacinas contra a covid-19. O maior reflexo, segundo o órgão, foi sentido no risco país, que caiu 20,1% no mês até chegar a 174 pontos-base na última segunda-feira (23).

    O coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Luiz Fernando Alves, reconheceu que a transferência de R$ 325 bilhões do Banco Central (BC) ao Tesouro, ocorrida em agosto, ajudou a recompor a reserva financeira chamada de colchão da dívida. “Sempre estivemos seguros disso e agora temos mais clareza de ter o caixa em níveis prudenciais”, afirmou Alves