Com B3 em queda, fundos de ações devem fechar 2021 com mais resgates do que aplicações

    Após atingir 131 mil pontos em junho, Ibovespa recuou em resposta ao aumento de juros e deve fechar 2021 em torno de 105 mil pontos

    Foto: Assessoria B3

    Após atingir a cotação máxima de 131 mil pontos em junho, o índice Ibovespa – da bolsa de valores B3 – deve fechar o ano em torno dos 105 mil pts.  A retração teve como consequência os resgates por parte dos investidores. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) estima que fundos de ações devem fechar 2021 com saldo líquido negativo – valores globais dos resgates maiores do que os das aplicações.

    Se confirmado, será o primeiro ano negativo desde 2016. Entre 2017 e 2020, essa aplicação acumulou saldo positivo de de R$ 224,38 bilhões. Neste mês, até dia 22, a saída líquida estava em quase R$ 3 bilhões, tornando o total de 2021 ficar negativo em mais de R$ 450 milhões. O saldo anual estava no positivo no acumulado entre janeiro e novembro.

    Segundo a revista Exame, o apetite pelos fundos atrelados à bolsa caiu mais no segundo semestre, simultaneamente ao aumento da taxa de juros e ao recuo do Ibovespa.