Com Chambriard à presidência, Petrobras rejeita proposta para eleger novo conselho

    Para assumir o comando da companhia, Magda primeiro teve que ser eleita para o conselho

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    O conselho de administração da Petrobras negou o pedido de convocação de assembleia de acionistas feito por investidores privados insatisfeitos com o processo de sucessão que levou Magda Chambriard à presidência da estatal. A negativa foi nesta sexta-feira (7).

    Na lista dos conselheiros que votaram pela convocação estavam apenas, Marcelo Gasparino e Francisco Petros, ambos representantes de acionistas minoritários. Outros dois conselheiros eleitos por minoritários, Jerônimo Antunes e João José Abdalla, votaram contra.

    Também foram contrários todos os conselheiros indicados pelo governo e a representante dos trabalhadores da companhia, Rosângela Buzanelli.

    O pedido foi feito na semana passada sob o argumento de que a destituição de Jean Paul Prates do conselho demandaria uma nova eleição para escolher todos os membros do colegiado, já que o executivo foi eleito por um sistema de voto múltiplo, no qual cada membro é eleito em separado.

    Para assumir o comando da companhia, Magda primeiro teve que ser eleita para o conselho. Para os defensores da assembleia, todos os conselheiros deveriam ter passado por novo escrutínio dos acionistas.

    Atuação do conselho –  lei não é clara sobre a participação deles no conselho, mas veda a nomeação “de pessoa que tenha ou possa ter qualquer forma de conflito de interesse” com as empresas.

    O comitê interno da Petrobras responsável por análise dos currículos já chegou a emitir pareceres contra a nomeação de secretários de ministérios ao conselho, tanto no governo Jair Bolsonaro (PL) quanto no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ambos foram desconsiderados.

    Já na segunda renovação do conselho sob Lula, em 2024, mudou de entendimento, avaliando não haver vedação.

    Desde o início da semana, a Folha vem tentando, sem sucesso, entrevista com o escritório Alves Ferreira & Mesquita, que auxiliou os acionistas minoritários no pedido. Apontada como autora do pedido, a gestora GQG Partners também não retornou.