Confederação do comércio defende reforma administrativa antes da tributária

    Para entidade, redução do tamanho do estado reduziria carga dos impostos de 35% para 25% do PIB

    Foto: divulgação Federação das Indústrias do Estado do Amazonas

    A aprovação de uma reforma administrativa antes da tributária foi defendida nesta quarta-feira (2) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com a entidade representativa dos varejistas, a redução do tamanho do estado permitiria também a queda na carga tributária do país de 35% para 25% do PIB.

    “Sem essa readequação administrativa, qualquer alteração que se pretenda implementar trará, necessariamente, uma elevação da carga tributária, o que prejudicará ainda mais o desenvolvimento das atividades econômicas em nosso País, já tão impactadas pela pandemia”, defende do presidente da CNC, José Roberto Tadros. A proposta desta reforma deve ser entregue pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (3),

    Segundo cálculos da CNC, em 2019 foram pagos R$ 2,5 trilhões em impostos federais, estaduais e municipais – quase R$ 200 bilhões a mais que em 2018. A reforma administrativa, defende a Confederação, pode reduzir esse montante em cerca de R$ 730 bilhões anuais, em um intervalo de 15 anos.

    O vice-presidente Financeiro da confederação, Leandro Domingos, avalia que o cenário atual não é o mais adequado para o debate sobre os tributos. “Não é prudente realizá-la às pressas, no momento em que empresas estão em dificuldades e o Congresso atuando a distância. O governo precisa preocupar-se com a sobrevivência das empresas, que serão as responsáveis pela geração da renda e dos empregos”.