Confederação Nacional do Comércio prevê queda recorde do varejo em 2020

    Em 12 semanas da pandemia terminadas no dia 6, setor comercial perdeu o equivalente a arrecadação de um mês cheio

    Foto: Roberto Parizotti/ FotosPublicas

    Enquanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, espera uma melhora da atividade econômica a partir do segundo semestre, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta um tombo recorde do varejo ampliado este ano, na casa de 10%. A estimativa foi divulgada nesta terça-feira (16), após o IBGE tornar pública a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de abril, primeiro mês integralmente atingido pelos efeitos da quarentena e da pandemia.

    Os comerciantes brasileiros perderam um mês inteiro de vendas com o novo coronavírus. Segundo cálculos da CNC, em 12 semanas de pandemia (de 15 de março a 6 de junho), os prejuízos do setor com a crise alcançaram  R$ 200,71 bilhões. O valor é equivalente à média mensal de faturamento do varejo antes da Covid-19.

    No varejo restrito – sem material de construção e veículos -, o rombo previsto pela entidade é de 8,7%. “Em ambos os casos, a crise sem precedentes, imposta à atividade econômica na história recente, deverá levar o setor a registrar a maior queda anual desde os anos 2000”, destaca o presidente da CNC, José Roberto Trados.

    “Em março, as vendas já haviam recuado 2,1%, sob impacto dos decretos regionais implementados a partir da segunda quinzena daquele mês, por meio dos quais diversas medidas restritivas de combate ao novo coronavírus passaram a ser adotadas”, acrescenta o economista da CNC, Fábio Bentes.