Confiança do empresário do comércio cai 1,5% em fevereiro

    Confederação Nacional do Comércio avalia que novo recuo revela preocupação com a economia, mas volta do auxílio emergencial pode reverter tendência

    Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

    O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 1,5% em fevereiro, caindo a 104,5 pontos. Este é o segundo recuo mensal seguido do indicador medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No comparativo anual, a queda ficou em expressivos 18,5%.

    “Com a performance dos dois primeiros meses de 2021, o Icec passa a impressão de que 2020 foi um ano que ainda não acabou. Os efeitos desta crise sem precedentes ainda reverberam, e a solução para retornarmos ao cenário anterior à pandemia é a vacinação em massa da população”, afirmou o presidente da entidade, José Roberto Tadros. A CNC avalia que a preocupação com a economia brasileira gerou as duas quedas mensais.

    Tadros espera que a implementação de um novo programa de transferência de renda, entre outras políticas públicas para acelerar a capacidade de recuperação da economia e do consumo, poderá modificar o cenário de incertezas, melhorando as expectativas

    Os três componentes do Icec apresentaram reduções em fevereiro. A satisfação com as condições atuais retrocedeu até 80,1 pontos, com taxa mensal de -3,1% e anual de -29,2%. Os 100 pontos são o marco que separa um ambiente de otimismo ou de pessimismo. O indicador que avalia as expectativas no curto prazo – o único acima dos 100 pontos – caiu pela segunda vez consecutiva (-1,6%), alcançando 140,7 pontos. Já o índice que mede as intenções de investimento variou em -0,2% e fechou o mês em 92,7 pontos.