Confiança sobe 3 pontos no comércio e tem quinta queda seguida nos serviços

    Melhora na percepção da demanda no varejo, contudo, é insuficiente para recuperar perdas acumuladas em quatro meses

    Foto: Reprodução/ site da Fecomércio-BA

    A confiança do empresário do comércio medida pelo Icom subiu 3 pontos em fevereiro, interrompendo uma série de quatro quedas. Nos serviços, o índice de confiança ICS cedeu 0,4 ponto, o que representa a quinta queda mensal seguida. Os números foram divulgados nesta terça-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre).

    No Icom, a métrica de médias móveis trimestrais recuou 0,5 ponto, quarto revés seguido. Neste mês, houve uma recuperação na percepção sobre a demanda,e consequentemente no componente sobre a situação atual (ISA). Mas a evolução está longe de recuperar as perdas acumuladas – 21 pontos desde agosto de 2022. Para 26,8% dos empresários, a demanda insuficiente é uma das dificuldades do setor.

    “Pelo lado das expectativas, se observa uma acomodação em patamar baixo, com pouca variação nos últimos meses, demonstrando que ainda existe preocupação com o futuro. Os próximos resultados serão importantes para mostrar se a alta deste mês sinaliza o início de uma recuperação ou apenas uma manutenção da confiança em patamar baixo”, avalia o economista do FGV Ibre, Rodolpho Tobler.

    No ICS, o índice manteve trajetória para baixo pelo quinto mês consecutivo (1,5 ponto). “Os indicadores que retratam a percepção com o momento presente mantiveram a trajetória negativa, indicando demanda fraca no início do ano. Por outro lado, os indicadores sobre o futuro parecem reagir, mas ainda não são suficientes para reverter a tendência negativa dos últimos meses”, acrescenta Tobler.

    Nos últimos 4 meses, cerca de 70% ou mais das atividades de serviços se defrontaram com queda na confiança, sinalizando que o movimento é disseminado. O Índice de Situação Atual (ISA-CST)caiu 2,6 pontos, para 91,0 pontos. Esse recuo foi influenciado tanto pela piora do indicador que mede o volume de demanda atual (- 4,1 pontos), quanto pelo indicador situação atual dos negócios (-1 ponto).