CVM define critérios para enquadrar influenciadores que agem como analistas

    Objetivo é impedir a prática irregular de atividade profissional regulada pela autarquia e prevenir fraudes digitais

    Foto: Reprodução/EBC

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia reguladora do mercado de capitais brasileiro, definiu uma série de critérios para identificar se influenciadores digitais fazem uso profissional de conteúdo. A medida visa combater a pratica irregular de analista, atividade profissional regulada pelo órgão.

    Entre 2018 e este ano, o número de CPFs em ação na bolsa de valores B3 subiu de 800 mil para 3,1 milhão de pessoas. Este aumento acarretou o surgimento de redes sociais com recomendações financeiras profissionais e outras nem tanto, abrindo espaço para fraudes.

    Para prevenir dos não profissionais, a CVM fixou fatores como frequência habitual nas postagens e benefícios ou remunerações pelas recomendações, como cobrança de taxa de assinatura, adesão ou mensalidades, e até mesmo receitas indiretas. Todos são indicativos de que o influencer está fazendo uso profissional do conteúdo postado e que, portanto, deve ser encarado como um analista.

    As expressões e as palavras escolhidas também entram na análise do regulador. “A linguagem utilizada é um dos parâmetros avaliados para verificar se há serviço profissional sendo prestado. Fica claro que discursos mais assertivos ou apelativos comprovam a tentativa do influencer de convencer e induzir os investidores”, afirma em comunicado Rafael Custódio, gerente da Gerência de Acompanhamento de Investidores Institucionais (GAIN) da CVM. Com informações da Exame.