Demanda é atendida em 70% dos casos, afirma superintendente do BNB

    José Gomes da Costa afirmou ao bahia.ba que banco tem fôlego para apoiar novos pedidos de crédito durante a retomada

    Foto: divulgação BNB

    Com cerca de R$ 600 milhões liberados na Bahia para apoiar empresas afetadas pela, o Banco do Nordeste atendeu aproximadamente 70% dos pedidos de financiamento feitos durante a pandemia do novo coronavírus, segundo o superintendente da instituição na Bahia, José Gomes da Costa. Metade dos pedidos já receberam os recursos. Em conversa com o bahia.ba, o executivo admitiu que há insatisfações por parte das empresas, mas garante que o BNB tem feito sua parte.

    Gomes relatou que em março, no início do isolamento social de combate ao coronavírus, o Conselho Monetário Nacional criou o FNE Emergencial, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste. Nesta linha, foram contratados até aqui R$ 1 bilhão em todo o Nordeste e norte de Minas e Espírito Santos. Para a Bahia, o FNE Emergencial viabilizou R$ 200 milhões, em 2.139 operações. No microcrédito, o BNB repassou R$ 433 milhões, para 200 mil clientes.

    Na avaliação do superintendente, os 30% restantes da demanda ficaram sem o recurso por restrições em que não houve flexibilização, como empresas com elevado número de protestos. “As regras não podem ser abrandadas a este ponto”, comentou. José Gomes da Costa explica que como funciona com metade da equipe em home office, há algum atraso entre aqueles que tiveram o crédito autorizado mas não recebeu o dinheiro.

    Retomada

    José Gomes da Cosa assegurou, na conversa com o bahia.ba, que o banco tem fôlego para apoiar o processo de reabertura na Bahia. “Empresas que tomaram o crédito emergencial têm margem para contrair o crédito tradicional”, ressalta. Por exemplo, uma empresa com faturamento de R$ 4 milhões anuais contratou o FNE Emergencial com limite de R$ 100 mil mas pode contratar mais R$ 400 mil, aproximadamente, no crédito tradicional.

    A meta do BNB é movimentar R$ 8 bilhões na Bahia este ano. Metade deste montante integra linhas para infraesturtura. Nos R$ 4 bilhões restantes, R$ 1,5 bilhão se destina ao agronegócio e à agricultura familiar. De R$ 1 bilhão voltado ao microcrédito, R$ 470 milhões estão contratados, sobrando ainda R$ 530 milhões. Para o varejo, R$800 milhões estão disponíveis e R$ 700 milhões foram absorvidos entre janeiro e junho.