Depois de cair em abril , dívida pública Federal sobe em maio

    Alta de 1,61% levou o total de endividamento para R$ 5,171 trilhões em maio; Tesouro espera estoque de R$ 5,5 tri a R$ 5,8 tri no final do ano

    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    Depois de cair em abril, a Dívida Pública Federal (DPF) voltou a subir em maio (1,61%), de acordo com o Tesouro Nacional. Relatório divulgado nesta segunda-feira (28) aponta que a DPF passou de R$ 5,089 trilhões em abril para R$ 5,171 trilhões em maio. Para o Tesouro, o endividamento federal deve continuar subindo e fechar o ano entre R$ 5,5 trilhão e R$ 5,8 trilhões.

    No mês passado, a dívida pública mobiliária (em títulos) interna cresceu 1,82%, chegando a R$ 4,940 trilhões contra R$ 4,852 trilhões do mês anterior. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 58,3 bilhões em títulos a mais do que resgatou. Também houve a apropriação de R$ 29,88 bilhões em juros. Já a dívida pública federal externa caiu 2,64%, recuando de R$ 237 bilhões em abril para R$ 230,75 bilhões em maio. Além da queda de 3,17% do dólar no mês passado, houve o vencimento de R$ 567 milhões de títulos em dólar que circulavam no mercado internacional.

    Nos últimos meses, o Tesouro tinha intensificado a emissão de títulos públicos para recompor o colchão da dívida pública (reserva para momentos de turbulências). Depois de cair para R$ 969,3 bilhões em abril, essa reserva subiu para R$ 1,036 trilhão em maio.

    Atualmente, o colchão cobre cerca de 9,6 meses de vencimentos da dívida pública. Até o fim de 2021, está previsto o vencimento de R$ 640,9 bilhões em títulos federais. Em abril, a proposta de emenda à Constituição (PEC) emergencial reforçou o colchão com mais R$ 140 bilhões da desvinculação de fundos públicos. Com informações da Agência Brasil.