Dia dos Namorados deve movimentar R$ 1,8 bilhão no varejo

    Faturamento nesta data, que movimenta também as atividades de serviços, deve recuar 4% em relação ao apurado antes da pandemia (R$ 1,87 bi)

    Foto: fotos públicas

    Com um nível de atividade maior do que o registrado no ano passado, o Dia dos Namorados deste ano deve movimentar cerca de R$ 1,8 bilhão este ano, considerando a demanda tanto do varejo como de atividades de serviços. A prevista é da Confederação Nacional do Comércio, Serviços e de Turismo (CNC). Confirmado o montante, o comércio brasileiro terá agora uma alta no 12 de junho referente a 2020 – quando o faturamento teve uma queda histórica, atingindo R$ 1,39 bilhão -, mas ainda ficará abaixo cerca de 4% dos R$ 1,87 bilhão apurados em 2019, antes da pandemia.

    “Embora o consumo presencial ainda não tenha se normalizado, na segunda metade de maio de 2021 a concentração da população nestas áreas aumentou, situando-se 22% aquém da circulação considerada normal”, destaca o economista Fábio Bentes, responsável pelo estudo. No mesmo período do ano passado, com o fechamento de atividades para o combate ao novo coronavírus, a circulação de pessoas era mais de 50% menor do que em 2019.

    O presidente da CNC, José Roberto Tadros, considera a data uma boa oportunidade para acelerar a recuperação do comércio, por impulsionar também os serviços, em ramos como restaurantes beleza/estética, que enfrentam dificuldades maiores geradas pelos impactos da Covid-19.“A gente espera que os empreendedores do setor se mantenham atentos e criativos como têm sido durante todo esse tempo de isolamento, para não perder a chance de se aproximar do público com segurança”, disse.

    Carro-chefe das vendas associadas à data, o segmento de vestuário, calçados e acessórios deverá movimentar R$ 797 milhões (44% do total). Destacam-se ainda os ramos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 291,8 milhões), hiper e supermercados (R$ 204,1 milhões) e farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (R$ 168,6 milhões). Somente no primeiro segmento é esperada uma variação negativa em relação a 2019, de -1,3%.