Dívida consolidada do setor público sobe 10,7 pontos até julho

    Total chegou a 86,5% do PIB (R$ 6,21 trilhões); mesmo alto, crescimento foi menor do que o esperado pelo mercado

    Foto: BC/ assessoria

    A dívida consolidada do setor público brasileiro subiu 10,7 pontos este ano, considerando números registrados até julho. No total, o endividamento atingiu o patamar recorde de 86,5% do PIB, segundo informação do Banco Central, ou R$ 6,21 trilhões.

    Em julho, a dívida líquida também subiu, indo para 60,2% do PIB (R$ 4,322 trilhões) – 2,2 pontos acima do montante de junho. Apesar de alto, o crescimento do endividamento está abaixo do previsto pelo mercado, segundo pesquisa Reuters. A estimativa era de 86,9% (dívida bruta) e 59,1% (dívida líquida) do PIB.

    Segundo o BC, as emissões líquidas de títulos responderam por 5,9 pontos do crescimento da dívida bruta no ano até julho. Os juros nominais, por sua vez, foram responsáveis por elevação de 2,6 pontos, seguidos pela desvalorização cambial acumulada (+1,4 ponto) e o efeito da queda do PIB nominal (+0,8 ponto).

    Déficit primário

    O setor público consolidado brasileiro teve déficit primário de R$ 81,071 bilhões em julho, abaixo da expectativa de R$ 94 bilhões para o mês. Nos sete primeiros meses do ano, o déficit do setor público consolidado foi a R$ 483,773 bilhões.

    O déficit do governo central (governo federal, BC e Previdência) foi de R$ 88,141 bilhões no período. Em contrapartida, Estados e municípios registraram superávit de R$ 6,281 bilhões  e as empresas estatais ficaram no azul em R$ 790 milhões.