Dívida do governo fica em R$ 8,4 tri em abril e alcança 76% do PIB, diz BC

    A dívida bruta do governo geral, que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais

    Foto: Arquivo/Agência Brasil

    O Banco Central (BC) informou, nesta quarta-feira (29), que a dívida bruta do governo geral ficou em R$ 8,424 trilhões no quarto mês de 2024, o que representa 76% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 75,7% de março e de 74,4% de dezembro do ano passado.

    O pico foi alcançado em dezembro de 2020 (87,6%), em virtude das medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19. No melhor momento, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

    A dívida bruta do governo geral, que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais, é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

    A dívida líquida do setor público (DLSP), por sua vez, subiu no quarto mês de 2024 para 61,2% do PIB, ante 61,1% em março. A DLSP atingiu R$ 6,787 trilhões. A dívida líquida apresenta valores menores que os da dívida bruta porque considera as reservas internacionais do Brasil.

    De acordo com o Departamento de Estatísticas do Banco Central, cada 1% de desvalorização do câmbio tem impacto imediato de baixa de 0,07 ponto porcentual na DLSP em relação ao PIB, o que equivale a R$ 8,3 bilhões.