Dívida pública fecha 2021 em R$ 5,6 trilhões, alta de 12%

    Dados foram divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta quarta-feira (26)

    Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

    A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil fechou 2021 em R$ 5,613 trilhões, uma alta de 12%. O número está de acordo com o esperado pelo Ministério da Economia, que previa que a DPF ficaria entre R$ 5,5 trilhões e R$ 5,8 trilhões.

    Em valores absolutos, a alta no ano passado foi de R$ 604 bilhões. Em 2020, estava em R$ 5,009 trilhões e após avanço recorde de R$ 761 bilhões, consequência dos gastos emergenciais com a pandemia da Covid-19.

    Os dados foram divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta quarta-feira (26). A DPF, que inclui o endividamento interno e externo do país, é a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, que arrecada menos do que gasta.

    Somente em dezembro a dívida pública federal avançou 2,09%, ante novembro. No último mês do ano, o impacto dos juros na DPF foi de R$ 46,92 bilhões.

    Dívida pode alcançar R$ 6,5 trilhões em 2022
    A equipe econômica prevê que a Dívida Pública Federal (DPF) pode alcançar até R$ 6,4 trilhões em 2022. Esse é o limite máximo projetado e representaria um aumento de 14,3% em relação ao patamar de R$ 5,6 trilhões encerrado em 2021.

    O limite mínimo calculado pelo Tesouro Nacional é de R$ 6 trilhões. Os números são do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2022.