Dólar fecha em queda, a R$ 6,12, contido por leilão histórico do Banco Central

    Moeda chegou a R$ 6,30, num patamar recorde, quando o BC interveio duas vezes no câmbio, injetando US$ 8 bilhões no mercado

    Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    O dólar à vista fechou em queda de 2,32%, a R$ 6,12, nesta quinta-feira (19), depois de uma manhã com movimentos estonteantes. Ele chegou a abrir o dia em leve queda, mas, por volta das 10 horas, passou a ser negociado a R$ 6,30, um novo recorde histórico para a cotação da moeda norte-americana em relação ao real. A informação é de uma matéria do Metrópoles.

    E a tendência de alta só foi revertida depois que o Banco Central (BC) atuou no mercado à vista de dólares. O BC injetou US$ 8 bilhões, por meio de dois leilões, o que resultou na maior intervenção diária já feita pelo órgão desde 1999, ano que o Brasil adotou o regime de câmbio flutuante.

    O Metrópoles aponta que no fim da manhã, a moeda dos Estados Unidos também recuou com a entrevista conjunta do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, e de seu substituto, Gabriel Galípolo, que assumirá o posto em janeiro. Campos Neto disse que o BC “tem muita reserva” e atuará no mercado de câmbio se necessário. As reservas internacionais do país somam atualmente quase US$ 360 bilhões. Galípolo, por sua vez, afastou a hipótese de o dólar estar sendo alvo de um ataque especulativo por parte do mercado financeiro.