Dólar fecha estável, a R$ 6,062, acompanhando movimento no exterior
Na véspera, o dólar comercial fechou com alta de 1,13%, a R$ 6,065 na venda, novo valor nominal recorde para fechamento

Após subir por cinco dias consecutivos e bater recordes históricos, o dólar fechou a terça-feira (3) praticamente estável ante o real, influenciado pelo recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, ainda que as preocupações em torno do equilíbrio fiscal brasileiro seguissem sustentando as cotações bem acima dos 6,00 reais, de acordo com informações do portal InfoMoney.
A atividade econômica no Brasil cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2024 ante o trimestre anterior, mostrando desaceleração ante o 1,4% de crescimento registrado no segundo trimestre. O desempenho ficou dentro da estimativa do consenso LSEG de analistas, que previa alta de 0,9% na comparação com o segundo trimestre.
Qual é a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou o dia com leve baixa de 0,05%, cotado a 6,0624 reais, após ter atingido na véspera o maior valor nominal de encerramento da história, de 6,0652 reais. No ano, a divisa dos EUA acumula elevação próxima de 25%.
Dólar comercial
Compra: R$ 6,062
Venda: R$ 6,062
Dólar turismo
Compra: R$ 6,109
Venda: R$ 6,289
O que acontece com o dólar hoje?
No início do dia o dólar ensaiou um recuo mais forte ante o real, enquanto investidores digeriam dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e o noticiário externo.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,9% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores. Embora tenha ficado em linha com a expectativa dos economistas consultados em pesquisa da Reuters, o resultado seguiu indicando uma economia aquecida, com potencial inflacionário.
Segundo analistas, isso tende a favorecer um ciclo maior de altas da taxa básica Selic, hoje em 11,25% ao ano — o que em tese atrairia mais dólares ao Brasil.
No exterior, o dólar cedia ante a maior parte das demais divisas — ainda que tenha avançado ante o won, após o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, declarar lei marcial no país.
Neste cenário, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 6,0280 reais (-0,61%) às 9h10, pouco depois da abertura.
Ao longo da manhã, porém, a divisa recuperou o fôlego com o mercado ainda muito sensível à questão fiscal brasileira. Apesar do corte de 71,9 bilhões de reais em despesas em dois anos anunciado pelo governo no pacote da semana passada, foi mal-recebida a proposta de isenção de Imposto de Renda.
“O cenário interno segue fazendo preço. Ninguém esperava a isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais e, fora isso, economistas fizeram cálculos e há a percepção de que os números não batem”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
Este mal-estar fez o dólar colar novamente nos 6,10 reais. Às 11h39, a divisa à vista marcou a máxima de 6,0962 reais (+0,51%). Durante a tarde, a moeda se reaproximou da estabilidade.
No exterior, às 17h21, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,06%, a 106,310.
No fim da manhã o Banco Central (BC) vendeu todos os 15.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem do vencimento de 2 de janeiro de 2025.
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