Segundo informações do portal InfoMoney, as expectativas já não eram positivas, mas o Bradesco (BBDC4) conseguiu decepcionar ainda mais ao apresentar os seus números do quarto trimestre de 2023 (4T23) e nem mesmo o esperado plano estratégico de cinco anos, anunciado junto com o balanço, animou. Assim, após um salto de 6,21% na véspera (também por conta da notícia sobre a OPA da Cielo), os ativos BBDC4 abriram em queda de cerca de 8% e foram intensificando a baixa. Nesta quarta-feira (7), os ativos caíam 13,01%, a R$ 14,44.
Ainda a desvalorização ocorre em meio a indicadores divulgados mais cedo no Brasil, como setor público consolidado de dezembro e 2023, com resultados piores do que o esperado, e as vendas varejistas do último mês do ano passado, que vieram mais fracas do que as expectativas. Quanto ao fiscal, ainda persiste o impasse sobre a MP que reopera a folha de pagamentos e as fontes de aumento de receita do governo.
Já no âmbito corporativo, o Bradesco informou lucro líquido recorrente de R$ 2,878 bilhões no quarto trimestre, o que representa alta de 80,4% em um ano.
O Ibovespa aprofundou a queda e renovou mínima, diante da aceleração das perdas das ações de grandes bancos, puxada pelo Bradesco. Só o recuo acima de 9,00% de Bradesco PN e ON representa a totalidade da desvalorização do Índice Bovespa.
“É quase 100%, jogo em bloco o setor para baixo, e os dados do varejo fraco pegando nas ações de consumo. O que segura é Petrobras”, descreve Helder Wakabayashi, analista da Toro Investimentos, para quem a queda do Índice não é preocupante, mas um ajuste após subir 2,21% ontem (130.416,31 pontos).
Bradesco (BBDC4) lidera perdas do Ibov, com 12%, após balanço do 4T23 considerado decepcionante. Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) sobem com avanço das commodities. Governo deve perseguir meta fiscal mesmo que seja difícil, diz Campos Neto.
As ações da Petrobras subiam em torno de 1,00%, seguindo a valorização do petróleo. Já Vale tinha instabilidade, voltando a subir 0,22%, com o minério tendo fechado em alta de 1,12% em Dalian, na China, concluiu o portal InfoMoney.

