O varejo baiano registrou variação negativa de 0,4%, no mês de outubro em comparação ao mês de setembro. Em relação a outubro de 2021, o setor apresentou na Bahia variação negativa de 1,6%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).
Segundo a pesquisa, fatores como juros elevados, resultam no encarecimento das dívidas, comprometendo o estímulo para o consumo. Artigos de uso pessoal e doméstico foi o principal determinante para o recuo das vendas no comércio varejista no mês. Em relação ao acumulado do ano a retração na Bahia foi de 4,3%.
No mês, cinco dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo. O avanço nas vendas foi verificado nos segmentos de:
– Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (54,8%);
– Combustíveis e lubrificantes (6,6%);
– Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,2%);
– Livros, jornais, revistas e papelaria (1,0%);
– Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%).
Os demais segmentos registraram comportamento negativo são eles: Tecidos, vestuário e calçados (-18,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,9%), e Móveis e eletrodomésticos (-4,3%). No que diz respeito aos subgrupos, verificam-se que as vendas de Móveis recuou 22,8%. Enquanto Eletrodomésticos e Hipermercados e supermercados registraram avanço de 4,9% e 1,4%, respectivamente.
Comércio Varejista Ampliado
O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo restrito e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção apresentou retração de 10,4% nas vendas, em relação à igual mês do ano anterior. Esse comportamento resultou no acumulado dos últimos 12 meses, variação foi negativa de 5,8%.

