Em resposta a críticas do governo, Campos Neto defende autonomia do BC

    Segundo o presidente do Banco Central, medida desconecta o ciclo da política monetária do ciclo da política; "têm durações diferentes e interesses diferentes"

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    Alvo de críticas do Executivo federal – principalmente depois da manutenção dos juros básicos em 13,75% -, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu nesta terça-feira (7) a autonomia da autoridade monetária adotada no Brasil – que garante a Campos Neto mandato até 2024. Em palestra no 2023 Milken South Florida Dialogues, em Miami (EUA), o presidente do BC comentou que a autonomia é “muito importante” por desconectar o ciclo da política monetária do ciclo político.

    “Eles (os dois ciclos) têm durações diferentes e interesses diferentes. Quanto mais independente você é, mais eficaz você é, menos o país pagará em termos de custo de ineficiência da política monetária”, disse Campos Neto.

    A relação entre Campos Neto e o presidente Lula e equipe econômica teve um distencionada nesta terça (7), após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o documento “é melhor” do que o comunicado da quarta-feira (1º) em que a manutenção da Selic foi revelada. Fonte: CNN Brasil