Equipe econômica vê pressão fiscal de adicional de R$35 bi para 2021

    Valor é consequência de restos a pagar de despesas autorizadas este ano e de uma inflação neste ano acima do esperado

    Foto: Luís Macedo/Agência Câmara

    A equipe econômica aponta a existência de uma pressão fiscal de R$ 35 bilhões geradas este ano e que vão impactar em 2021. Segundo a Reuters Brasil, um auxiliar do ministro Paulo Guedes afirmou que o valor é gerado por despesas autorizadas este ano e que serão liquidas em 2021 via restos a pagar e da inflação acima do esperado – IPCA deve fechar este ano acima do centor da meta de 4% -, que influenciará na correção de benefícios custeados pela União.

    Para cumprir o teto dos gastos, este valor teria que ser coberto pela diminuição de despesas. No texto enviado pelo Ministério da Economia ao Congresso, há cerca de R$ 100 bilhões em gastos discricionários, onde pode haver cortes.A Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, estima que para manter o funcionamento da máquina pública seriam necessários no mínimo R$ 90 bilhões.

    A margem é apertada. Só com restos a pagar devem migrar para o próximo ano cerca de R$ 20 bilhões. Para o Tribunal de Contas da União, o governo poderá empenhar despesas neste ano, mas pagá-las apenas no próximo, desde que esses gastos fiquem dentro do teto.