Galvani desenvolve programa de recuperação ambiental e geração de empregos em Irecê
Projeto prevê nova unidade de mineração e ações sociais na região

Fotos: Luana Neiva/ bahia.ba
A Galvani Fertilizantes desenvolve, em Irecê, no centro-norte da Bahia, um programa voltado à recuperação de áreas degradadas pela atividade mineral. A iniciativa integra as ações do Projeto Irecê, que prevê a implantação de uma nova unidade de mineração de fosfato no município.
Segundo Lisiane Feltraco, gerente de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa da empresa, há diversos benefícios entre os que serão implementados. “São esperadas cerca de 600 oportunidades de emprego diretas e de terceiros na fase de implantação, que é a que estamos agora, neste momento, de acordo com o andamento da obra, e mais 300 oportunidades de emprego posteriores, já no processo de operação, entre terceiros e contratados diretos”, afirmou durante visita do bahia.ba ao local, nesta terça-feira (21).
A executiva destacou também o compromisso social como um dos focos das atividades da empresa na região. “Seguimos com uma série de parcerias com a Associação Comercial, a Prefeitura Municipal, a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, o SENAI e outros parceiros, para que possamos priorizar a contratação local de mão de obra e também preparar os profissionais que vamos precisar para as próximas posições, tanto durante as obras quanto no início da operação”, acrescentou.
“Já oferecemos, junto com a Setre, cursos de armador de ferragem e carpinteiro, formando uma turma com 30 pessoas, além de cursos para armador e carpinteiro, que estão agora em andamento. O Seja ProMais, que capacita jovens e adultos no ensino médio junto ao Sesi, e oferece formação técnica via SENAI. Seguimos nesse processo preparatório, contando com a priorização da contratação de fornecedores locais, para que todo esse investimento possa girar e permanecer aqui na região de Irecê”, destacou Lisiane.
Além disso, há uma série de projetos sociais sendo desenvolvidos no território. No período em que a empresa decidiu parar para desenvolver a nova tecnologia que será implantada agora com o Projeto de Minério Primário de Irecê, já era realizado um trabalho social, que continua sendo executado.
“O diferencial agora é que temos uma unidade do Instituto Lina Galvani (ILG) focada no desenvolvimento do empreendedorismo e também no desenvolvimento comunitário aqui na localidade. Já há três projetos em andamento com esse foco, atendendo jovens e outros segmentos da comunidade. Recentemente, fizemos, junto com a CBPM o lançamento da parceria de R$ 7 milhões em investimentos aqui em Irecê e também de R$ 3 milhões em Campo Alegre de Lourdes, outra cidade baiana onde a empresa já possui operação em andamento”, pontuou Lisiane.
Plano de recuperação de áreas degradadas
O especialista ambiental e engenheiro agrônomo do projeto, Lucas Barbosa, explica que o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) é uma exigência da legislação ambiental, que determina que ações sejam realizadas para recuperar locais que foram explorados. “No caso da Galvani, estamos nesse processo desde 2008, trabalhando na recuperação de antigas cavas, locais de extração mineral, que hoje já se transformaram em áreas florestadas”, esclareceu.
“A importância desse trabalho para o meio ambiente é enorme, pois buscamos revitalizar a vegetação nativa que foi retirada durante o processo de exploração, garantindo que o local seja totalmente recuperado e que possamos entregar à sociedade uma área reflorestada e ambientalmente equilibrada”, acrescentou.
Tecnologia e sustentabilidade
De acordo com Sérgio Souza, gerente de Construção e Montagem da Galvani, a unidade tem previsão de operação de até 15 anos e, com desenvolvimento de pesquisas geológicas a serem realizadas na região, poderá ampliar esse tempo. Ele também explicou as metodologias de calcinação utilizadas no local, ressaltando que há diferentes métodos aplicados.
“Há a flotação, em que se faz praticamente uma boa parte do processo. Você tira da mina, reduz, e depois usa um grande volume de água para transformar o produto seco em um produto úmido, numa lama. Essa lama é agitada, são aplicados produtos químicos, e a rocha fosfática flutua, sobe e é coletada. É como se você estivesse fazendo um bolo, batendo a clara do ovo até formar uma espuminha — é essa espuma que separa a rocha fosfática”, explicou.
“No nosso processo, há a calcinação, que elimina as barragens, responsáveis por um grande risco de dano ambiental. Além disso, o consumo específico de água por tonelada de rocha concentrada produzida é muito menor do que seria em um processo convencional de flotação”, concluiu Sérgio Souza.
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