Guedes diz que novo teto do ICMS será revisto ‘se estados tiverem prejuízo’

    Ministro ainda defendeu implementar uma reforma tributária em vez de instituir impostos que “desindustrializam o Brasil”

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que poderá rever o novo teto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), se os estados tiverem prejuízo.

    Guedes defendeu que em vez de instituir impostos que “desindustrializam o Brasil”, o país deve implementar uma reforma tributária.

    As declarações foram dadas durante reunião organizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, na terça-feira (16).

    Em junho, houve a redução da incidência do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transportes, em um patamar de 18%. A medida visou diminuir a inflação – e, consequentemente, os preços. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) afirma que a iniciativa vai ocasionar aos estados perda anual de R$ 92 bilhões.

    “Se os números mostrarem que houve aumento de arrecadação forte, apesar da redução das alíquotas, então segue o jogo. Se, ao contrário, mostrar que houve prejuízo à Federação, eu mesmo vou ficar envergonhado, vou querer rever”, garantiu.

    Durante o discurso, o ministro disse que as unidades da Federação continuam com o caixa cheio.

    “Momento extraordinário”
    O ministro ainda afirmou que o Brasil está em um momento “extraordinário” perante o exterior, bem posicionado diante das oportunidades abertas pelo realinhamento das cadeias de produções globais.

    “A democracia brasileira está como sempre esteve: vibrante e barulhenta”, disse.

    Em outro momento, Guedes afirmou que não há confronto entre União e governos regionais. Segundo o chefe da Economia, a gestão federal apenas repassa o ganho de arrecadação para a população – o que possibilita reduzir, além do ICMS, outros tributos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).