Guedes enxuga reforma tributária e decide focar em imposto sobre transações

    Em troca, o governo propõe desoneração da folha, ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e fim do IPI na linha branca

    Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu enxugar a proposta de reforma tributária a ser enviada para o Congresso. Diante da queda na arrecadação, a equipe econômica de Jair Bolsonaro quer focar na criação do imposto sobre transações financeiras, com alíquota de 0,2%.

    Em troca, o governo propõe desoneração da folha de pagamentos para todos os setores, ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física para R$ 3 mil e extinção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na linha branca, como fogões e geladeiras. As informações são do site do jornal O Globo.

    Interlocutores do ministro Paulo Guedes afirmaram à publicação que as propostas deverão ser enviadas até outubro, para que passem a vigorar a partir de 2021, se aprovada. O governo aguarda aval das lideranças da base, coordenado pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR).

    De acordo com O Globo, a taxação de lucro e dividendos deverá ficar para um segundo momento, já que teria que estar atrelada a uma redução de impostos para as empresas. A queda na arrecadação enfrentada pelo governo dificulta o ajuste.

    Por outro lado, o governo pretende zerar a contribuição patronal para a Previdência Social nos casos de empregados que ganham até um salário mínimo. Acima desse piso, o percentual de recolhimento baixaria de 20% para 15%. O objetivo é estimular a geração de empregos. Essa nova regra, no entanto, só será possível se a base de financiamento da Previdência migrar para o novo imposto.