Guerra tarifária EUA-China pode gerar oportunidade para o Brasil no comércio, avalia ministro
Apesar disso, Carlos Fávaro pontuou que conflito não é motivo de comemoração

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (17) que a guerra comercial entre Estados Unidos e China não é motivo de comemoração, mas gera oportunidades para o mercado exportador brasileiro.
“Eu não gosto de comemorar um momento de tragédias e muito menos de instabilidade, como é esse momento que estamos vivendo. Mas, sem sombra de dúvida, torna-se uma oportunidade”, avaliou o ministro em entrevista após ter participado da reunião de agricultura do grupo dos Brics, no Palácio do Itamaraty.
Segundo matéria da Folha de São Paulo, Fávaro disse também que a discussão tarifária capitaneada pelo presidente americano, Donald Trump, não está no centro dos debates, mas fortalece o bloco.
“A afronta por parte do governo norte-americano, com um protecionismo sem precedentes, criando barreiras tarifárias, certamente nos induz ao fortalecimento do bloco e buscamos, então, as oportunidades, aquilo que cada país-membro do bloco tem de potencialidades. Traz à mesa a ampliação das relações comerciais”, afirmou.
Paralelamente às reuniões do bloco econômico, uma delegação com representante do governo chinês tem reuniões agendadas com o Ministério da Agricultura e compromissos técnicos de campo. A expectativa de Fávaro em torno da vista é que o comércio entre os dois países seja ampliado.
“Eles dão uma visita de rotina, questionários estão sendo ampliados, tirando dúvidas, sendo uma rotina mais na expectativa da ampliação dos negócios”, afirmou. “São questões sanitárias e tributárias para a comercialização de produtos da agropecuária para aquele país. É onde se fazem as habilitações, por exemplo, de plantas frigoríficas, as habilitações para grãos, fibras. É onde se faz a formalização do acordo comercial”.
De acordo com ele, o Brasil enviou à China, recentemente, uma lista de mais 40 frigoríficos a serem habilitados. As de frango e suínos estão aguardando habilitação e as de carne bovina, diz Fávaro, ainda vão passar por uma revisão pelas autoridades do país asiático. “São regras muito normais, muito naturais, mas na certeza de que ninguém no mundo tem qualidade e segurança sanitária como a carne brasileira”, disse.
Com as medidas dos Estados Unidos e o bloqueio comercial entre as duas potências, a expectativa entre especialistas é que o Brasil passe a ocupar parte do espaço deixado pelo mercado agrícola dos EUA, não só nas vendas para a China, como também para outras economias, como a União Europeia, que eventualmente retaliem o governo de Donald Trump.
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