IBC-Br, do BC, cai  0,27% no mês e 0,14% no trimestre 

    Em evento em Lisboa (POR), presidente do Banco Central defendeu a adoção de corte de gastos

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), do Banco Central, recuou 0,27% em setembro, segundo divulgou a autoridade monetária nesta terça-feira (16). No trimestre, o indicador – considerado uma prévia do PIB/IBGE – indicou uma retração na atividade econômica de 0,14%.

    Com a queda, IBC-Br recuou para os 138,56 pontos, voltando ao patamar menor que os 140,02 pontos registrados em fevereiro de 2020, último mês antes dos impactos da pandemia na economia brasileira. O número negativo já era sinalizado pelos resultados abaixo do esperado nos setores de indústria, comércio e serviços, divulgados pelo IBGE nos últimos dias.

    Campos Neto

    Ao participar do IX Fórum Jurídico de Lisboa, também nesta terça, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, defendeu um aperto nas contas públicas. “Acho que ter algum nível de equilíbrio nos gastos seria muito importante, acenar com algum corte de gastos, alguma coisa neste sentido”, disse. “Eu entendo a dificuldade e entendo que o mundo político gera suas limitações nesse sentido. Mas o fato é o seguinte: o que a gente tem que olhar para frente é o que vai equilibrar a percepção no futuro, independente do que está acontecendo no curto prazo”, complementou.

    Na participação no evento português, Campos Neto analisou também os juros e a inflação, o que, para ele, pode gerar um cenário mais desafiador para o Brasil.   “Pela primeira vez, a gente tem uma situação em que estamos passando por inflação interna e estamos importando inflação de outros países”, ressaltou.

    “Credibilidade, hoje, mais do que nos detalhes do fiscal do dia a dia, está em passar uma mensagem de que a gente é um país que tem uma capacidade de ter um crescimento sustentável mais alto”. Fonte: CNN Brasil