O índice de Preços ao Produtor (IPP) avançou 1,21% em julho deste ano, frente ao mês de junho, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (26).
De acordo com a pesquisa, das 24 atividades analisadas no período, 17 tiveram alta de preços e o IBGE apontou que as maiores influências positivas no resultado de julho vieram de alimentos — impacto de 0,69 ponto percentual, após alta de 2,97% — e refino de petróleo e biocombustíveis –impacto de 0,46 ponto e aumento de 3,45%.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas: bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis).
Segundo a pesquisa, as quatro maiores variações em julho foram em registradas em: fabricação de produtos do fumo (7,01%); metalurgia (-4,03%); refino de petróleo e biocombustíveis (3,45%); e fabricação de outros equipamentos de transporte (3,34%). As maiores influências ocorreram em: alimentos (0,69 ponto percentual), refino de petróleo e biocombustíveis (0,46 p.p.), metalurgia (-0,27 p.p.) e papel e celulose (0,09 p.p.).
Já no acumulado no ano, o IPP atingiu 11,46%, frente aos 10,12% de junho. As maiores variações foram em: refino de petróleo e biocombustíveis (35,99%), indústrias extrativas (26,65%), papel e celulose (14,46%) e impressão (13,82%). Já os setores de maior influência foram: refino de petróleo e biocombustíveis: 4,01 p.p., alimentos: 2,63 p.p., indústrias extrativas: 1,30 p.p. e outros produtos químicos: 0,75 p.p.
Enquanto no acumulado em 12 meses foi de 18,04%, comparado com 18,79% registrado até junho. As quatro maiores variações foram: refino de petróleo e biocombustíveis (59,94%); outros produtos químicos (31,88%); minerais não metálicos (21,68%); e fabricação de máquinas e equipamentos (20,03%). As maiores influências foram em refino de petróleo e biocombustíveis (6,01 p.p.); alimentos (4,61 p.p.); outros produtos químicos (2,81 p.p.); e indústrias extrativas (-1,02 p.p.).
O levantamento indicou que a variação de preços de 1,21% repercutiu entre as grandes categorias econômicas: 2,14% foi na variação em bens de capital (BK), já 1,08% em bens intermediários (BI) e 1,28% em bens de consumo (BC). Segundo o IBGE, a variação dos bens de consumo duráveis (BCD) foi um recuo de 0,01%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 1,51%.
Indústrias extrativas
Pelo segundo mês seguido, a variação de preços, ante o mês anterior, foi de queda de 0,22%. Com isso, o acumulado no ano caiu para 26,65%, em julho. O acumulado em 12 meses, por sua vez, apresentou uma variação negativa de 13,45%, a pior desde março de 2016.
Alimentos
Na passagem de junho para julho, os preços dos alimentos variaram, em média, 2,97%, o sexto avanço consecutivo. Com isso, a variação acumulada no ano foi 11,10%, superior à observada no mesmo mês de 2021. Sobre a comparação julho 2022/julho 2021, a variação foi de 19,79%, superior ao fechamento do ano de 2021.
O destaque dado ao setor se deve ao fato de ter sido, entre todos os setores industriais, a principal influência na variação mensal, 0,69 p.p., em 1,21% e a segunda nos outros dois indicadores: 2,63 p.p., em 11,46%, acumulado no ano, e 4,61 p.p., em 18,04%, no acumulado nos últimos 12 meses.
O destaque principal de variação são os produtos derivados do leite. No acumulado no ano, outro produto lácteo se destaca, sendo a quarta maior influência no resultado.
Entre os grupos abertos de alimentos, na perspectiva mensal, dois têm variação superior à média, de 2,97%: “laticínios”, com 13,90% e “fabricação e refino de açúcar”, aos 4,20%.
O mesmo acontece no acumulado no ano: “laticínios”, com variação positiva de 66,51%) e “moagem, fabricação de produtos amiláceos e de alimentos para animais”, aos 14,25% apresentaram variação superior à do setor (11,10%).
Refino de petróleo e biocombustíveis
Repetindo o padrão em todos os meses de 2022, em julho, a variação média de preços dos produtos de refino, ante o mês anterior, foi positiva em 3,45%. Com isso, a variação acumulada até julho foi de 35,99% e, em 12 meses, de 59,94%, ambas as mais intensas entre todas as atividades pesquisadas.
Segundo o IBGE, em termos da influência, no caso da variação mensal, o setor teve a segunda maior influência entre todos os setores industriais pesquisados: 0,46 p.p., em 1,21% (julho). Já no acumulado no ano (4,01 p.p., em 11,46%) e no acumulado em 12 meses (6,01 p.p., em 18,04%), foi a principal influência.

