IBGE: Indústria da Bahia reage em março, mas acumula forte queda em 2026
Produção cresce 1% no mês, mas recua 3,4% em relação a 2025 e tem máquinas elétricas e refino de petróleo entre os setores que mais pressionam o resultado

A produção industrial da Bahia cresceu 1,0% em março de 2026 na comparação com fevereiro, considerando o ajuste sazonal (que desconsidera efeitos de calendário e eventos recorrentes). Foi o terceiro resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, embora com desaceleração em relação aos meses anteriores: 3,9% entre dezembro e janeiro e 2,4% entre janeiro e fevereiro.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (13).
O desempenho da indústria baiana ficou acima do registrado no Brasil, onde o crescimento foi de 0,1%. Entre os 15 locais analisados nesse comparativo, a Bahia teve o 9º maior avanço, empatada com o Rio Grande do Sul (1,0%).
Os maiores crescimentos foram registrados no Pará (4,5%), Mato Grosso (3,6%) e Goiás (3,6%). Já as maiores quedas ocorreram em Pernambuco (-1,9%), Minas Gerais (-1,4%) e Ceará (-1,3%).
Produção ainda cai na comparação anual
Apesar do avanço em relação a fevereiro, a indústria baiana apresentou queda de 3,4% quando comparada a março de 2025. Esse foi o quarto resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação.
O desempenho ficou bem abaixo do índice nacional, que registrou crescimento de 4,3%. Entre os 18 locais pesquisados, a Bahia teve a terceira pior retração, ficando atrás apenas de Maranhão (-12,7%) e Rio Grande do Norte (-5,1%).
Por outro lado, os maiores avanços foram registrados em Pernambuco (35,0%), Espírito Santo (22,5%) e Mato Grosso do Sul (12,3%).
Resultado no trimestre e em 12 meses
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a produção industrial da Bahia caiu 6,5% em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado ficou bem abaixo do crescimento nacional de 1,3% e foi o segundo pior entre os 18 locais pesquisados, à frente apenas do Rio Grande do Norte (-19,2%).
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, a indústria baiana também apresenta retração de 2,0%, enquanto o índice nacional mostra leve crescimento de 0,4%.
Setores que mais influenciaram o resultado
A queda da indústria na comparação anual foi puxada principalmente pela indústria de transformação (-3,5%), que registrou a quarta retração seguida. A indústria extrativa também apresentou queda (-1,7%) após ter crescido em fevereiro.
Entre as atividades industriais analisadas separadamente, sete das dez registraram queda em março. O destaque negativo foi a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que caiu 49,1% em relação a março do ano passado. O setor acumula cinco meses consecutivos de queda e registra retração de 45,5% no primeiro trimestre de 2026.
Outro setor que influenciou o resultado foi o de refino de petróleo e biocombustíveis, que recuou 2,4%. Apesar de não ser a maior queda, o impacto é significativo porque esse é o segmento com maior peso na estrutura industrial do estado. O setor acumula queda de 10,2% em 2026.
Por outro lado, alguns segmentos ajudaram a reduzir a queda geral da indústria. A fabricação de produtos alimentícios cresceu 6,8%, registrando o sétimo aumento consecutivo. Já a produção de celulose, papel e produtos de papel teve alta de 0,5%, o segundo avanço seguido.
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