Ibovespa avança com recuperação do exterior e dólar sobe a R$ 5,44; juros estão no radar

    Investidores buscam sinais sobre trajetória da política monetária no Brasil e nos EUA em falas de autoridades monetárias

    Reprodução: Patricia Monteiro/Bloomberg

    O Ibovespa (IBOV) avançou nesta terça-feira (20), em uma sessão de ganhos para as commodities e com investidores buscando pistas sobre o rumo dos juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA), de acordo com informações do portal Bloomberg Línea.

    O principal índice de ações da bolsa brasileira subiu 0,08%, aos 135.887 pontos. A sessão é de ganhos para a Vale (VALE3) e para a Petrobras (PETR4). O dólar, por sua vez, subiu 0,58% no mesmo horário, a R$ 5,44.

    Na agenda do dia, destaque para falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em evento pela manhã. Investidores buscam pistas sobre a trajetória dos juros em um contexto de piora das expectativas de inflação e aumento nas projeções para a taxa Selic.

    Em entrevista ao jornal O Globo, Campos Neto afirmou que o Comitê de Política Monetária (Copom) não antecipou as próximas decisões sobre os juros do país e que espera que o sucessor “não seja julgado por proximidade com o governo”.

    “Eu espero que a pessoa que venha me suceder aqui não seja julgada nem pela cor da camisa com a qual ele votou, nem pelas reuniões que ele fez, nem pelos jantares que ele fez, e sim pelas decisões técnicas que tomou”, disse ele.

    No exterior, atenção para o simpósio anual de Jackson Hole, nos Estados Unidos, com destaque para as falas do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na sexta-feira (23). Os traders têm ampliado suas apostas em um início do ciclo de cortes de juros nos EUA em setembro.

    Entre as commodities, o ouro subiu para mais de US$ 2.520 a onça nesta terça, atingindo um novo recorde, à medida que as apostas em políticas monetárias menos restritivas pelos principais bancos centrais aumentaram o suporte para ativos considerados “porto seguro” em meio a preocupações geopolíticas persistentes.