Ibovespa (IBOV) fecha novamente no azul, após a forte alta de ontem (1,31%). Hoje, avançou mais 0,29%, aos 136.502,49 pontos, uma adição de 391,76 pontos. Há duas semanas, o Ibovespa não tinha dois pregões positivos seguidos – desde a sequência dos três no azul de 19, 20 e 21 de agosto. Já o dólar comercial despencou 1,22%, a R$ 5,57. E os juros futuros (DIs) desceram por toda a curva, de acordo com informações do portal InfoMoney.
Em Nova York, os principais índices oscilaram, com os investidores avaliando novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos (EUA), que são importantes para a definição do corte de juros do Federal Reserve neste mês. Primeiro, a pesquisa ADP mostrou que o setor privado americano criou 99 mil postos de trabalho em agosto, abaixo dos 145 mil previstos. Depois, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficou em 227 mil. O dado veio abaixo do esperado. Uma outra pesquisa mostra que os cortes de funcionários feitos pelas empresas aceleraram em agosto.
“O dado mais fraco de emprego hoje nos EUA, o ADP, uma prévia do payroll de amanhã, provocou uma rotação de portfólio por parte dos investidores, sendo o Brasil um dos destinos”, disse Andre Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital.
Por outro lado, O PMI de serviços dos EUA subiu de 55,2 em julho para 55,7 em agosto, maior nível desde 2022, mostrando que o setor segue aquecido.
Cortes do Fed, alta da Selic
Com esses dados mistos, o mercado financeiro ampliou chances de um relaxamento mais agressivo pelo Fed em 2024. Isso tudo na véspera do payroll, que é o relatório mais importante do mercado de trabalho dos EUA e que sai amanhã, antes da abertura das bolsas.
George Lagarias, economista-chefe da Forvis Mazars, disse à CNBC que, embora ninguém possa garantir a escala do corte das taxas do Fed na sua próxima reunião, ele está “firmemente” no campo que pede uma redução de 0,25 pp. “Não vejo urgência no corte de 50 pontos-base. O corte de 50 pode enviar uma mensagem errada aos mercados e à economia. Pode enviar uma mensagem de urgência e isso pode ser uma profecia autorrealizável. Então, seria muito perigoso se eles fossem por esse caminho sem um motivo específico. A menos que haja um evento, algo que perturbe os mercados, não há motivo para pânico”, afirmou.

