Ibovespa fecha em queda, mas acima dos 127 mil, após ensaiar recuperação com Powell

    “As leituras recentes sobre ganhos de emprego e inflação ficaram acima do esperado”, disse Jerome Powell, presidente do Federal Reserve

    Foto: Ibovespa

    A Bolsa brasileira começou com uma forte queda, que chegou a ultrapassar 1%, mas foi se recuperando após as falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, no início da tarde, e chegou a virar para positivo, antes de sucumbir para fechar com queda de 0,18%, aos 127.318 pontos, uma perda de pouco mais de 230 pontos.

    O presidente da autoridade monetária dos EUA não disse nada muito diferente do que falou semana passada, no feriado da Semana Santa. Sob expectativas de novos sinais sobre o início do ciclo de cortes, Powell reiterou que o banco central “tem tempo” para deliberar sobre o assunto.

    Segundo ele, a economia americana está aquecida e os últimos dados de inflação, elevados. “As leituras recentes sobre ganhos de emprego e inflação ficaram acima do esperado”, disse Powell.

    Se o discurso de Powell não apresentou exatamente uma novidade, novos dados econômicos, sim. Duas leituras PMIs do setor de serviços nos EUA mostram recuos importantes, seja pelo ISM, seja pela S&P Global. Mesmo assim, ambos estão no campo da expansão.

    “O fato de os PMIs continuarem em expansão começa a assustar em relação a quando o Fed começará a cortar os juros. E vemos pressão no dólar, nos juros, trazendo risco ao Ibovespa, que pode romper o suporte dos 126 mil pontos”, avalia Diego Faust, operador de renda variável da

    Ibovespa e dólar caem – O dólar hoje até caiu, com menos 0,35%, a R$ 5,04, flutuando próximo das mínimas da sessão, ainda como consequência do movimento feito pelo BC ontem.

    Roberto Campos Neto, porém, salientou que a intervenção “não teve nada a ver com o movimento do câmbio, a gente sempre diz que o câmbio é flutuante, é importante ser flutuante porque funciona como um elemento que absorve choques e redistribui os recursos de forma mais eficiente, mas a gente tinha uma NTN-A que ia vencer que achávamos que era grande e poderia ter alguma disfunção no dia”. Além disso, os juros futuros (DIs) emendaram a terceira alta seguida por toda a curva.