Ibovespa recua com BB entre maiores quedas; MRV&Co dispara

    Por volta de 11h20, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedeu 0,48%, a 127.239,89 pontos

    Foto: Patricia Monteiro/ Bloomberg

    O Ibovespa (IBOV) recuava nesta sexta-feira (6) com Banco do Brasil entre as maiores quedas após o Citi cortar a recomendação das ações para neutra, enquanto MRV&Co disparava após anunciar nova estratégia para sua subsidiária nos Estados Unidos (EUA), de acordo com informações do portal InfoMoney.

    Por volta de 11h20, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,48%, a 127.239,89 pontos, após desempenho robusto na véspera, quando fechou com alta de mais de 1%. Na semana, acumula um acréscimo de 1,25%. O volume financeiro na sessão somava 3,44 bilhões de reais.

    A sexta-feira ainda era marcada pelo anúncio de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, mas que ainda deve enfrentar uma batalha tortuosa para aprovação na Europa, onde há forte oposição da França.

    Nos EUA, o Departamento de Trabalho informou que foram criadas 227.000 vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passado, um pouco acima do esperado, mas a taxa de desemprego subiu para 4,2%, de 4,1% em outubro.

    Para o analista e sócio da CMS Invest, Harrison Gonçalves, a o dado de postos de trabalho acima do esperado coloca uma incógnia ao ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve. “Começa a haver dúvida em relação ao ritmo de corte de juros.”

    Os futuros acionários em Nova York reagiam com ganhos modestos aos números, enquanto o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano recuava a 4,1375%, de 4,182% na véspera.

    No Brasil, agentes financeiros partem para a próxima semana na expectativa de algum avanço das medidas fiscais, após a Câmara dos Deputados aprovar na quarta-feira regime de urgência para duas propostas do pacote de gastos.

    Ainda assim, permanecem dúvidas sobre o real efeito das medidas, bem como o impacto da reforma da tributação da renda.

    Na visão do economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, a aprovação da urgência, ainda que com maioria apertada, é um sinal de que, pelo menos, parte do programa de contenção deverá ser aprovada no Congresso ainda este ano.

    “Foi um fator importante de tranquilização dos investidores”, afirmou, ressaltando, contudo, que “os problemas fundamentais permanecem sem solução”.