Ibovespa recua em meio à queda das commodities

    PIB brasileiro ficou em linha como esperado agora mercado aguarda relatório de emprego dos EUA

    Reprodução: Redes sociais

    O Ibovespa (IBOV) recuou nos primeiros negócios nesta terça-feira (04), influenciado pelo viés negativo dos futuros acionários norte-americanos e pela queda das commodities, como o petróleo e o minério de ferro. A agenda doméstica mostrou que a economia brasileira cresceu 0,8% no primeiro trimestre em comparação aos últimos três meses de 2023, de acordo com informações da Forbes Brasil.

    O Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuou 0,50%, a 121.422,52 pontos. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto mostrava decréscimo de 0,15%. O dólar à vista subiu 0,64%, cotado a R$ 5,2679 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,15%, a R$ 5,2725 na venda.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para o primeiro trimestre, mostrando que a economia brasileira retomou o crescimento nos três primeiros meses deste ano. O PIB cresceu 0,8% no primeiro trimestre em comparação com os três meses anteriores, resultado em linha com o esperado.

    Os contratos futuros de minério de ferro ampliaram as quedas, atingindo os níveis mais baixos em quase sete semanas, com sinais de enfraquecimento da demanda de curto prazo e das perspectivas de consumo de médio a longo prazo na China, principal mercado consumidor do minério, e com a persistência de estoques elevados no porto.

    No exterior, a maior economia do planeta divulgará na sexta-feira o relatório de emprego fora do setor agrícola de maio. Ainda nesta terça-feira, os mercados analisarão números do relatório Jolts, que registra as ofertas de trabalho nos Estados Unidos (EUA). A persistência de um mercado de trabalho bastante aquecido nos EUA tem deixado as autoridades do Federal Reserve com uma postura cautelosa em relação à trajetória da inflação de volta à sua meta de 2%, adiando o possível início de um ciclo de cortes nos juros.