Ibovespa sobe após dados do Focus e acompanha mercados em alta no exterior

    Nos EUA, índices apontam para ganhos depois de perdas na última sexta-feira

    Foto: Patricia Monteiro/ Bloomberg

    O Ibovespa (IBOV) operou em alta nas primeiras nesta segunda-feira (9), com investidores atentos ao relatório Focus do Banco Central (BC) e de olho na recuperação dos mercados no exterior.

    De acordo com informações do portal Bloomberg Línea, o principal índice de ações da bolsa brasileira subiu 0,44%, aos 135.167 pontos. O dólar, por sua vez, teve alta de 0,18%, a R$ 5,60.

    Mais cedo, o BC divulgou o relatório Focus referente à última semana. Pela oitava semana seguida, os economistas consultados realizaram uma revisão para cima nas projeções para a inflação neste ano.

    Os economistas consultados pela autoridade monetária veem agora alta de 4,30% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024, acima dos 4,26% projetados anteriormente.

    As projeções para a Selic também subiram, de 10,50% para 11,25% ao ano em dezembro.

    A estimativa para o crescimento do PIB em 2024 também aumentou, de 2,46% para 2,68%.

    Já para o câmbio, os economistas veem agora dólar a R$ 5,35, acima dos R$ 5,33 esperados na semana passada.

    No cenário global, as ações tiveram uma recuperação parcial nesta manhã após uma onda vendedora desencadeada por dados de emprego mais fracos nos Estados Unidos (EUA), que deixaram economistas e traders em desacordo sobre o quão agressivamente o Federal Reserve cortará as taxas de juros.

    Os futuros do Nasdaq 100 avançaram depois que o índice encerrou a semana passada com sua maior queda desde novembro de 2022. Os títulos do Tesouro americano reverteram parte de seus ganhos recentes, com os rendimentos de dois anos subindo pela primeira vez em cinco dias.

    Setembro está se mostrando um mês volátil para os mercados, com ações e commodities em queda em meio a preocupações sobre o enfraquecimento do crescimento global.

    Nos mercados emergentes, emissores se apressaram para lançar US$ 28 bilhões em vendas de títulos nos primeiros cinco dias do mês – mais do que no início de qualquer outro mês de setembro anterior – para evitar serem pegos na turbulência que poderia fechar as “janelas” de refinanciamento.