Nesta sexta-feira (18), o Ibovespa fechou o dia em 115.310,91 pontos, uma alta de 1,98%. Esse é o maior patamar alcançado desde 14 de setembro de 2021, quando chegou aos 116.181 pontos.
O principal índice da bolsa brasileira foi favorecido pela alta de ações ligadas a commodities, em especial o petróleo, e pelo fluxo para empresas vistas como descontadas ou que tiveram balanços trimestrais positivos.
A sessão também foi de vencimento de opções sobre ações na B3, o que tornou o pregão mais volátil.
Já o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,017, queda de 0,40%. Nos últimos cinco dias, a moeda norte-americana desvalorizou 0,73% – essa foi a terceira semana consecutiva de perdas ante o real.
A divisa caiu após ser prejudicada por uma redução na aversão a riscos, depois de uma conversa entre os presidentes da China e dos Estados Unidos.
Houve ainda uma retomada de um fluxo de investimentos para o real ligado aos juros altos e aos preços elevados das commodities.
Na quinta-feira (17), o dólar teve queda de 1,07%, cotado a R$ 5,037. Já o Ibovespa subiu 1,77%, aos 113.076,33 pontos.
Petróleo
Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia no dia 24 de fevereiro, os mercados de petróleo mostram a maior volatilidade em dois anos, com os preços da commodity chegando a bater níveis vistos pela última vez em 2008.
O brent fechou a US$ 107,93 o barril, com alta de 1,21%, enquanto o WTI terminou cotado a US$ 104,70, com valorização de 1,67%.
Se comparado com anos anteriores, o petróleo segue em valores elevados, devido ao descompasso entre oferta e demanda da commodity, com os principais produtores, reunidos na Opep+, ainda não retomando os níveis de produção pré-pandemia. O quadro foi intensificado com as tensões na Europa.
Outra consequência da alta do petróleo é a elevação do preço dos combustíveis. No Brasil, isso acelerou a aprovação de projetos de lei que buscam conter a alta nos preços dos combustíveis.

