Ibovespa tem novo recorde de fechamento, com impulso de Vale; CVC dispara

    Bolsas dos EUA sobem com atenções voltadas à ata do Fed e revisão de dados do mercado de trabalho

    Foto: Ibovespa

    O Ibovespa (IBOV) fechou em alta nesta quarta-feira (21), de 0,28%, aos 136.463,65, nova máxima histórica de fechamento, superando os 136.087,41 pontos de ontem, que já havia superado os 135.777,98 de antes de ontem, de acordo com informações do portal InfoMoney.

    Além disso, o Ibovespa também quebrou um novo recorde, ao superar pela primeira vez os 137 mil pontos, fazendo nova máxima intradiária (durante o andamento do pregão), com 137.039,54 pontos.

    Percebe-se que foi um dia como outro qualquer, entre os mais recentes, em São Paulo: recordes quebrados e ganhos e mais ganhos. Nos últimos 12 pregões, o Ibovespa só fechou no negativo sexta-feira (16), com 0,12%.

    O dólar comercial oscilou. Começou em queda, subiu no começo da tarde e voltou a cair, para fechar com menos 0,15%, a R$ 5,47. Os juros futuros (DIs) terminaram em queda, nos vencimentos de curto prazo, com a redução das apostas em uma alta da Selic, mas nos prazos médios e longos avançaram.

     

    Ibovespa e as ações

    As commodities deram o tom no Ibovespa. A Vale (VALE3) foi o grande nome do dia, com alta ampla de 1,92%, com impulso de medidas do governo chinês para o setor imobiliário local. Por outro lado, Petrobras (PETR4) caiu 0,60%, com nova baixa do petróleo internacional, após oscilar durante o dia.

    A alta da mineradora compensou a queda dos bancos, que passaram o pregão entre perdas e ganhos: BB (BBAS3) caiu 0,44%; Bradesco (BBDC4) desceu 0,45%; Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 0,40% e Santander (SANB11) ficou no zero a zero.

    Quanto à B3 (B3SA3), analistas da XP disseram que a deterioração do cenário macro e cautela com aspectos estruturais no longo prazo, além de possíveis concorrentes, levaram à revisão de expectativas. Houve corte de preço-alvo e a ação lutou para terminar com mais 0,47%.

    A ação mais negociada do dia foi a de Hapvida (HAPV3), que terminou estável, apesar de revisões após 2T terem reforçado otimismo com a empresa, em meio a tendências positivas.

    Quem disparou hoje foi a CVC (CVCB3), com mais 12,75%, com gestora elevando a participação.

    Nesta quinta, estão previstos números de PMIs em vários cantos do mundo, mas cumpre observar mesmo é se o Ibovespa vai manter o ímpeto e continuar batendo recordes. O cenário de um índice feroz parece não ter fim. (Fernando Augusto Lopes)