Indústria cai em novembro e segue no vermelho no ano e em 12 meses

    Frente a outubro, informou o IBGE, o recuo de -0,1% acontece depois de uma avanço de outubro que havia interrompido dois meses de baixa

    Foto: José Paulo Lacerda/CNI

    A produção fabril brasileira voltou a registrar queda em novembro. Naquele mês, a indústria recuou -0,1%, após avançar 0,3% no mês anterior, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas negativas e que acumularam queda de 1,3%. No comparativo com mesmo mês do ano anterior, o setor teve expansão de 0,9%, porém acumula redução de 0,6% no ano passado e 1% no intervalo de 12 meses.

    Na variação negativa de 0,1% da indústria na passagem de outubro para novembro, uma das quatro grandes categorias econômicas e 11 dos 26 ramos retrocederam. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (5), pelo IBGE.

    As maiores influências negativas viram da indústria extrativa (-1,5%) e fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%). Entre as quinze atividades em crescimento, produtos alimentícios (3,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,4%), bebidas (10,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%) tiveram um bom desempenho.

    Bens de consumo duráveis (-0,4%) assinalou a única taxa negativa entre as categorias econômicas, completando o terceiro mês consecutivo de queda. No trimestre encerrado em novembro, a perda ficou em 4,1%. Bens de capital (0,8%), bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) e de bens intermediários (0,4%) puxaram o desempenho do mês para cima.