Inflação impediu aceleração do varejo em 2021, avalia CNC

    Segmento cresceu 1,4% no período, enquanto o PIB avançou na casa de 4%; desemprego e juros também contribuíram

    Foto: reprodução/ site do FGV Ibre

    A inflação de 10,06% no ano passado, medida pelo IPCA, foi o principal fator limitador ao crescimento do comércio varejista no ano passado. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional do Comércio, José Roberto Tadros, ao comentar a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, que indicou uma alta de 1,4% da atividade no ano passado. O PIB, a ser anunciado pelo mesmo IBGE em março, deve ter fechado 2021 na casa de 4%, conforme projeções de analistas do mercado.

    Tadros acrescenta que o desemprego elevado e as taxas de juros em aceleração contribuíram para o resultado de 2021, mas o peso maior foi a alta nos preços. “A inflação reduziu o poder de compra e esfriou a demanda por produtos ao longo do ano. Além disso, incapazes de reter os reajustes do atacado, os varejistas se viram obrigados a repassar parcialmente a alta de custos aos consumidores finais”, disse.

    Levantamento da CNC aponta que, na média, o varejo absorveu mais da metade da alta recebida do atacado (+27,6%), repassando 12,2% aos consumidores na ponta.

    Na Bahia, a PMC constatou que o volume de vendas está 11,8% abaixo do registrado antes da pandemia de Covid-19. Em dezembro, o recuo de 1,9% representou o pior desempenho para este mês desde 2015