Inflação para baixa renda sobe 1%; grupo alimentos e bebidas é o vilão

    Único segmento em que a inflação desacelerou (0,63%) foi o de famílias mais ricas, constata Ipea

    A inflação para o segmento que ganha até R$ 1.650,50 subiu 1% em novembro. Já a variação de preços na faixa de maior renda (superior a R$ 16.509,66 mensais) recuou 0,63%. A constatação é do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda.

    No mês passado, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o ramo de alimentos e bebidas foi responsável por 75% do aumento de preços para a baixa renda. Os preços de alimentos no domicílio apresentam alta desde março, primeiro mês da pandemia de Covid-19. Em novembro, a alta foi provocada por reajuste no arroz (6,3%), batata (29,7%), frango (5,2%), óleo de soja (9,2%) e carnes (6,5%).

    Nos 11 primeiros meses até novembro, a inflação das famílias de renda alta (1,7%) foi bem menor que a registrada pelas famílias de menor poder aquisitivo (4,6%). Itens como passagem aérea (-35,3%), transporte por aplicativo (-16,8%), gasolina (-1,7%) e despesas com recreação (-1,1%) garantiram folga maior no orçamento das rendas maiores.